Misturas homogêneas: o que são, exemplos práticos e como o tema é cobrado no Enem e vestibulares O tema misturas...
Funções orgânicas representam um dos tópicos essenciais em química para estudantes que estão se preparando para o ENEM e outros vestibulares. O entendimento claro de suas características, nomenclaturas e reações é vital para resolver questões com eficiência e conquistar notas altas na prova. Este guia completo visa ajudar os alunos a dominarem as funções orgânicas, oferecendo dicas práticas e recursos para estudo aprofundado.
Química Orgânica estuda os compostos baseados no elemento carbono. Essa versatilidade única do carbono em formar longas cadeias e se ligar a diversos outros elementos dá origem a uma infinidade de compostos.
Não por menos, a química orgânica é tida como a linguagem da vida e da tecnologia.
Para organizar esse universo de compostos, substâncias com propriedades químicas semelhantes foram agrupadas em Funções Orgânicas, por possuírem um átomo ou conjunto de átomos específico de átomos em sua composição, chamados de grupos funcionais.
A partir dessa identificação, é possível classificar a substância (como álcool, cetona ou ácido), prever suas propriedades e entender suas aplicações no cotidiano, da energia dos combustíveis aos aromas dos alimentos.
Este guia oferece um panorama completo, com as principais funções, nomenclatura, dicas de estudo e como esse conhecimento é cobrado nas provas, transformando teoria em acerto na sua avaliação.
Funções orgânicas são grupos de compostos orgânicos que possuem propriedades químicas semelhantes, devido à presença de um átomo ou grupo de átomos característico em suas estruturas que determina suas propriedades químicas e reatividade.
Esse grupo característico é chamado de Grupo Funcional. É ele, portanto, o verdadeiro responsável pela reatividade e pelo comportamento químico da molécula. Logo, identificar o grupo funcional em uma fórmula estrutural é o primeiro e mais crucial passo para classificar o composto.
Por exemplo, saber que uma substância possui o grupo -OH (oxigênio e hidrogênio) ligado a carbono saturado (não aromático) imediatamente a classifica como um álcool e nos dá pistas sobre sua polaridade, capacidade de formar ligações de hidrogênio e, até mesmo, sobre propriedades físicas como ponto de ebulição, que está intrinsecamente ligada a conceitos de troca de energia, como a capacidade térmica e o calor específico do meio onde se encontra.
Abaixo, apresentamos uma tabela bastante completa das principais funções orgânicas, seus grupos funcionais, fórmulas gerais e um exemplo de cada uma. Esta é uma ferramenta de consulta rápida e essencial para seus estudos preparatórios para o Enem e vestibulares.
| Função Orgânica | Grupo Funcional (Estrutura) | Fórmula Geral | Exemplo (Nome e Fórmula) |
|---|---|---|---|
| Hidrocarboneto (Alcano) | Apenas C e H; ligações simples | CₙH₂ₙ₊₂ (n ≥ 1) | Etano: H₃C–CH₃ |
| Hidrocarboneto (Alceno) | Ligação dupla entre carbonos (C=C) | CₙH₂ₙ (n ≥ 2) | Eteno (Etileno): H₂C=CH₂ |
| Hidrocarboneto (Alcino) | Ligação tripla entre carbonos (C≡C) | CₙH₂ₙ₋₂ (n ≥ 2) | Etino (Acetileno): HC≡CH |
| Hidrocarboneto (Aromático) | Anel benzênico (C₆H₆) | C₆H₆ (benzono) e derivados | Benzeno: C₆H₆ (anel hexagonal) |
| Álcool | Hidroxila ligada a C saturado (–OH) | R–OH (R = radical) | Etanol: H₃C–CH₂–OH |
| Fenol | Hidroxila ligada a anel aromático (–OH) | Ar–OH (Ar = aromático) | Fenol: C₆H₅–OH |
| Éter | Oxigênio ligado a dois carbonos (C–O–C) | R–O–R’ (R e R’ podem ser iguais ou diferentes) | Éter dimetílico: H₃C–O–CH₃ |
| Aldeído | Carbonila na extremidade da cadeia (–CHO) | R–CHO | Etanal (Acetaldeído): H₃C–CHO |
| Cetona | Carbonila no meio da cadeia (C=O) | R–CO–R’ | Propanona (Acetona): H₃C–CO–CH₃ |
| Ácido Carboxílico | Carboxila (–COOH) | R–COOH | Ácido etanoico (Acético): H₃C–COOH |
| Éster | –COO– (oxigênio entre carbonila e C) | R–COO–R’ | Acetato de etila: H₃C–COO–CH₂–CH₃ |
| Amina (Primária) | Amino (–NH₂) ligado a C | R–NH₂ | Metilamina: H₃C–NH₂ |
| Amina (Secundária) | Amino com dois R (–NH–) | R–NH–R’ | Dimetilamina: H₃C–NH–CH₃ |
| Amina (Terciária) | Amino com três R (–N–) | R–N–R” R’ |
Trimetilamina: (H₃C)₃N |
| Amida | Carbonila ligada a Nitrogênio (–CONH₂) | R–CONH₂ (primária) | Etanamida: H₃C–CONH₂ |
| Haleto Orgânico | Halogênio (F, Cl, Br, I) ligado a C | R–X (X = F, Cl, Br, I) | Clorometano: H₃C–Cl |
| Nitrocomposto | Grupo nitro (–NO₂) ligado a C | R–NO₂ | Nitrobenzeno: C₆H₅–NO₂ |
Note que, conforme a tabela apresentada acima, os compostos orgânicos podem ser classificados de acordo com a natureza da cadeia carbônica (aberta/fechada, saturada/insaturada, etc.) e, principalmente, pelo número e tipo de grupos funcionais presentes (separado por cores na tabela acima). Daí temos as seguintes funções orgânicas:
Hidrocarbonetos são formados unicamente átomos de carbono (C) e hidrogênio (H). Internamente a função orgânica dos hidrocarbonetos tem ainda tem as subdivisões como: alcanos, alcenos, alcinos, etc. A imagem ilustrativa dos hidrocarbonetos abaixo ajuda na memorização.

Essas funções possuem átomos de oxigênio no grupo funcional. As principais são: álcoois, fenóis, éteres, aldeídos, cetonas, ácidos carboxílicos e ésteres, de acordo com a imagem a seguir:

As funções nitrogenadas possuem átomos de nitrogênio no grupo funcional. As principais são as aminas, amidas e nitrilas de acordo com o quadro ilustrativo abaixo.

Por fim, as funções halogenadas possuem halogênios, elementos não-metálicos do grupo 17 da tabela periódica, ligados à cadeia carbônica. Daí possuírem em sua composição o flúor (F), cloro (Cl) bromo (Br) ou iodo (I) ligados à cadeia carbônica. Como exemplo, cite-se o Clorofórmio (CHCl₃). Abaixo imagem ilustrativo de compostos halogenados.

Importante observar que é comum que uma molécula apresente mais de um grupo funcional. Observe, por exemplo, os aminoácidos (blocos construtores de proteínas), formados de aminas (–NH₂) e um grupo ácido carboxílico (–COOH). A fórmula geral, portanto, de um aminoácido é R-CH(NH₂)-COOH.
Nesses casos, por conseguinte, essa molécula pertence a mais de uma função e sua nomenclatura segue uma ordem de prioridade estabelecida pelas regras da União Internacional de Química Pura e Aplicada – IUPAC.
Como já apontado, a nomenclatura oficial (IUPAC) das funções orgânicas segue uma lógica sistemática que envolve o número de átomos de carbono, o tipo de ligação e ainda a função orgânica principal. Dessa forma, o nome do composto é construído da seguinte maneira:
Exemplo Prático: CH₃-CH₂-CH₂-OH
Como visto na parte inicial, a presença de um átomo ou grupo de átomos característico em suas estruturas moleculares é o que determina suas propriedades químicas e reatividade do composto orgânico.
Cada função, portanto, confere propriedades específicas, que determinam seus usos. Os álcoois, por exemplo, por serem polares e formarem pontes de hidrogênio, são bons solventes e têm pontos de ebulição relativamente altos.
Já os hidrocarbonetos apolares, como a gasolina, são combustíveis. Os ésteres, por sua vez, são famosos por seus aromas agradáveis, presentes em frutas e essências artificiais.
É interessante, pois, notar como propriedades físicas mais amplas, como a capacidade térmica de uma substância, interferem em seu comportamento prático.
O calor específico, que é a quantidade de calor necessária para elevar a temperatura de 1g de uma substância em 1°C, é uma propriedade intensiva crucial dos compostos orgânicos. Lembre-se, uma propriedade intensiva é a característica física ou química que não depende da quantidade (massa ou volume) do material presente.
A água, solvente universal em muitos processos orgânicos e biológicos, tem um calor específico excepcionalmente alto (1 cal/g.°C). Esse alto calor específico da água explica por que ela é usada em sistemas de refrigeração e por que ambientes próximos a grandes corpos d’água têm clima mais ameno.
Em contraste, muitos solventes orgânicos possuem calor específico menor, aquecendo-se ou resfriando-se mais rapidamente.
Compreender a fórmula do calor específico (c = Q/(m.ΔT)) não é foco da Orgânica, mas saber que o calor específico varia entre compostos ajuda a entender fenômenos de transferência de energia em reações.
Não raro, ao estudar Funções Orgânicas, o estudante se depara com certas perguntas relativas ao tema. Algumas nem sempre são muito precisas, pois surgem de alguma subdivisão e/ou classificação específica em função de alguma aplicabilidade ou interesse pontual.
Ainda assim, para que você não fique na dúvida, apresentamos algumas dessas perguntas com suas respectivas respostas:
Embora existam muitos, quatro dos mais essenciais são: Hidroxila (-OH) dos álcoois, Carbonila (>C=O) de aldeídos e cetonas, Carboxila (-COOH) dos ácidos, e Amino (-NH₂) das aminas.
Podemos pensar em cinco grandes grupos de funções: Hidrocarbonetos, Funções Oxigenadas, Funções Nitrogenadas, Halogenados e Funções Organometálicas.
Em Biologia, refere-se às macromoléculas essenciais à vida: Carboidratos (funções álcool e aldeído/cetona), Lipídios (ésteres, ácidos carboxílicos), Proteínas (amina e ácido carboxílico formando amidas) e Ácidos Nucleicos.
É uma função orgânica caracterizada pelo grupo carbonila (>C=O) ligado a dois átomos de carbono. Diferencia-se do aldeído, onde a carbonila está ligada a pelo menos um hidrogênio. A cetona mais conhecida é a propanona (acetona), solvente de alto poder e componente de removedores de esmalte.
É fundamental diferenciar os dois grandes reinos da química. Funções Inorgânicas (ácidos, bases, sais e óxidos) são tradicionalmente representadas por compostos de origem mineral, que podem ou não conter carbono (ex: CO₂, CaCO₃ são inorgânicos). Suas regras de nomenclatura e propriedades são distintas.
A principal diferença conceitual reside na arquitetura molecular. As funções orgânicas são constituídas pela formação de cadeias de carbono. Já as funções inorgânicas (inclui a vasta maioria dos compostos), embora possam conter o elemento carbono em sua composição, não formam cadeias de ligações carbônicas.
De se notar, portanto, que, enquanto os compostos inorgânicos frequentemente formam estruturas iônicas ou moleculares simples, os orgânicos são baseados em cadeias ou anéis de carbono covalentes, o que lhes confere complexidade estrutural e diversidade muito maior.
Dessa forma, ao estudar funções orgânicas, o foco está nas ligações covalentes (compartilhamento de um ou mais pares de elétrons para atingir a estabilidade) do carbono e na influência dos grupos funcionais nessas grandes moléculas.
Como costuma fazer com os demais temas, o Enem aborda Química Orgânica contextualizando-a com energia, meio ambiente, tecnologia e cotidiano. Logo, as questões não testam apenas a decoreba de nomes, mas a capacidade de análise e interpretação.

Exemplo de questão (estilo Enem):
“O etanol, usado como combustível veicular, é obtido a partir da cana-de-açúcar por processo de fermentação. Em uma etapa posterior, pode-se obter o eteno, matéria-prima para polímeros como o polietileno. As funções orgânicas dos compostos citados são, respectivamente:
a) álcool e aldeído.
b) aldeído e cetona.
c) álcool e hidrocarboneto (alceno).
d) ácido carboxílico e álcool.
e) éter e hidrocarboneto (alcano).”
Resolução: O etanol (CH₃CH₂OH) possui grupo -OH, sendo um álcool. O eteno (CH₂=CH₂) é um hidrocarboneto com dupla ligação (alceno). A resposta correta é a letra C.

Vestibulares como Fuvest, Unicamp e Unesp costumam ser mais densos no aspecto teórico e estrutural. Eles podem cobrar isomeria (plana e espacial) entre compostos de diferentes funções, reações orgânicas específicas (como esterificação ou saponificação) e identificação de grupos funcionais em estruturas complexas (como fármacos e biomoléculas).
Exemplo de Questão (Estilo Vestibular):
“O composto de fórmula CH₃COOCH₂CH₂CH₃ é um éster que pode ser hidrolisado, produzindo:
a) um aldeído e um álcool.
b) uma cetona e um álcool.
c) um ácido carboxílico e um álcool.
d) um sal orgânico e água.
e) um éter e uma base.”
Resolução: a hidrólise de um éster (R-COO-R’) sempre produz o ácido carboxílico correspondente (R-COOH) e o álcool correspondente (R’-OH). Portanto, a alternativa correta é a C.

A teoria das funções orgânicas é encadeada e progressiva. Uma base mal consolidada compromete toda a aprendizagem subsequente.
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Dominar as funções orgânicas é, portanto, muito mais do que cumprir um tópico do edital. É adquirir a chave para entender a química dos materiais, dos medicamentos, dos alimentos e da energia que movem o mundo moderno.
Como vimos, desde a simples identificação do grupo funcional até a compreensão de propriedades como solubilidade e reatividade – que podem ser influenciadas por fatores como o calor específico do solvente –, todo o conhecimento está interligado.
Para o Enem e vestibulares, esse domínio se traduz em segurança para enfrentar questões que vão desde a simples associação até a análise de processos industriais ou ciclos biogeoquímicos.
Utilize este guia como seu mapa de consulta, pratique incansavelmente a nomenclatura e a interpretação de fórmulas, e associe sempre a teoria a exemplos concretos.
Dessa maneira, você não estará apenas estudando para uma prova, mas construindo uma base sólida de conhecimento científico que será útil muito além dos portões da universidade.